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Nacionalização dos hidrocarbonetos cria problemas de política externa

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Nacionalização dos hidrocarbonetos cria problemas de política externa

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A nacionalização de todos os hidrocarbonetos da Bolívia anunciada, ontem, pelo presidente Evo Morales não tem grandes consequências para o mercado mundial, mas provoca problemas de política internacional.

Evo Morales explicou que as jazidas de hidrocarbonetos passariam a ser controladas pela empresa pública nacional, durante uma cerimónia em Carapari, no sul do país. O chefe de Estado justificou a decisão com o facto de ser “a solução para resolver os problemas económicos e sociais do país”. A Bolívia é, a seguir à Venezuela, o país da América do sul com maiores reservas de gás, estimadas em mais de mil e quinhentos mil milhões de metros cúbicos, e produz 40.000 barris de petróleo por dia. A exploração de hidrocarbonetos representa 15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) boliviano. O analista David Wyss considera que a medida não afecta de forma significativa o mercado mundial, mas “é um sinal de que outros países estão a seguir a política do presidente venezuelano Hugo Chavez”, ou seja não vêem porque é que “os americanos devem lucrar com o facto de o preço do petróleo ser elevado”. As 26 companhias estrangeiras implantadas na Bolívia têm agora seis meses para regularizarem a situação através da assinatura de novos contratos de exploração. Entre elas encontram-se a espanhola Repsol, a francesa Total, a norte-americana Exxon, as britânicas British Gas e British Petroleum e a brasileira Petrobras.