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Villepin rejeita demitir-se devido ao escândalo Clearstream

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Villepin rejeita demitir-se devido ao escândalo Clearstream

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Dominique de Villepin negou esta terça-feira na Assembleia Nacional francesa qualquer envolvimento no escândalo Clearstream. Denunciando uma campanha de calúnias e rumores, o primeiro-ministro francês rejeitou demitir-se, como exige a oposição. Villepin considera-se uma vítima nesta nova polémica e dispôs-se a esclarecer tudo num eventual inquérito judicial.

“Como podemos aceitar que o debate político no nosso país seja mantido refém de falsas acusações e de manipulações?”, questionou o chefe do Governo francês. Diferente opinião tem o líder socialista François Hollande, que atribui todas as responsabilidades desta crise política ao Primeiro-Ministro e reclama que o Governo preste contas sobre o escândalo. “Onde está a autoridade do Estado? Como pôde o Estado descer tão baixo? Tudo isto por sua causa”, garantiu no parlamento o responsável do PS. Entre os centristas da UDF, exige-se um esclarecimento aprofundado do caso Clearstream, como explica o deputado François Sauvadet: “É um escândalo muito sério. Vemos que hoje não se trata apenas de uma crise de regime, mas também de uma crise institucional. Quando vemos que os serviços de informação podem ser instrumentalizados para servir jogos de poder de uns e de outros, temos de encontrar a verdade sobre este assunto.” Esta polémica abala a legitimidade do Primeiro-Ministro francês. Por isso, com o intuito de manter a coesão do executivo, Dominique de Villepin convocou um seminário ministerial, no qual foram debatidos os desafios do Governo.O escândalo Clearstream não constava da agenda.