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Tony Blair contestado por grupo de deputados trabalhistas

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Tony Blair contestado por grupo de deputados trabalhistas

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Tony Blair está cada vez mais isolado à frente do partido trabalhista britânico. Depois da derrota nas eleições locais de quinta-feira, um grupo de parlamentares trabalhistas exige que Blair apresente, antes das férias, um calendário para a passagem do poder a um eventual novo líder do partido.

Esta petição terá já recolhido cinquenta assinaturas. Nem a remodelação governamental levada a cabo no dia seguinte às eleições conseguiu calar as críticas e o descontentamento. Até Gordon Brown, apesar dos seus apelos à unidade, já admitiu a necessidade de mudança. “É um processo de renovação, similar ao anterior a 1997. Cada partido deve fazer face a um processo de renovação que dê capacidade para lidar com os problemas. Já tivemos um sinal de alarme nesse sentido e não podemos ignorá-lo. Torna-se cada vez mais urgente que façamos o que tem de ser feito, ou seja, renovarmo-nos para conseguir lidar com os desafios futuros”, afirmou o ministro das finanças britânico à televisão. Além do desgaste da guerra no Iraque e dos escândalos internos, que envolvem dinheiro e favorecimentos, o próprio Tony Blair abriu caminho à crise ao anunciar que não se candidataria às próximas legislativas sem dizer quando deixaria o poder. A sua famigerada capacidade de sobrevivência política enfrenta agora o mais rude teste.