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Mundial de Futebol leva fluxo de prostituição à Alemanha

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Mundial de Futebol leva fluxo de prostituição à Alemanha

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Estamos a um mês do início do Mundial de Futebol, na Alemanha.

Neste país onde a prostituição é legal um fluxo de milhares de prostitutas estrangeiras está a chegar ao país.

Os empresários do sector antecipam-se e instalam novas “casas de passe” próximas dos estádios de futebol.

“Esperemos que haja muita gente, muitas pessoas para nos visitarem, muitos clientes para a nossa casa, é para isso que estamos a prepará-la” diz o proprietário do Pascha, em Berlim, o maior bordel da Europa.

Dizem as associações de luta contra a prostituição que 40 mil mulheres poderão ser forçadas a ir para a Alemanha, sobretudo vindas dos países de Leste.

Desde Janeiro de 2002 que a actividade é legal no país, mas o Mundial de Futebol está a provocar a chegada de uma vaga de mulheres destinadas à prostituição. A denúncia vêm de diversas associações feministas, um alerta que teve eco.

Desde Março, o Conselho Nacional de Mulheres lançou uma campanha de mobilização denominada “apito final”, uma iniciativa apadrinhada pela Federação alemã de futebol.

O mesmo cenário no Parlamento Europeu que organizou o seminário “Cartão Vermelho” à prostituição forçada.

Para que eventuais vítimas possam ser ajudadas foi instalada uma linha telefónica onde se responde em russo, romeno, polaco ou ucraniano, 24 horas por dia.

A Suécia oficializou um pedido de suspensão da lei que legaliza a prostituição na Alemanha:

“Há demasiado dinheiro em jogo e as pessoas desonestas vão aproveitar-se do sistema para explorar jovens mulheres”, refere o ministro sueco da Justiça, Thomas Bodstroem.

Há alguns dias um parlamentar norte-americano pediu à Chanceler alemã, Angela Merkel, para retirar esta legislação.

Como não houve resposta o presidente da Subcomissão dos Direitos do Homem na Câmara dos representantes em Washington pediu que a Alemanha seja incluída entre os países que encorajam o tráfico de mulheres.