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Tribunal Constitucional anula eleições

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Tribunal Constitucional anula eleições

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Três meses de crise política sem precedentes na Tailândia terminam com a anulação das eleições pelo Tribunal Constitucional que também aconselha a marcação de um novo escrutínio. Oito juízes contra seis consideraram inconstitucional a votação das eleições antecipadas do passado dia 2 de Abril. Nove contra 5 defenderam a realização dum novo sufrágio.

O Tribunal Constitucional e o Supremo tribunal foram inundados de queixas depois do escrutínio completamente boicotado pela oposição. A ausência da recontagem dos votos, a falta de privacidade nas cabines de voto, e o financiamento de pequenos partidos por parte do partido no poder foram as principais reclamações apresentadas.

No centro da polémica, Thaksin Sinawatra, primeiro-ministro e importante homem de negócios. Eleito em 2001 e reeleito triunfalmente em 2005, Thaksin convocou eleições antecipadas para o mês passado depois de ter estalado uma polémica em torno da venda de um gigante das telecomunicações tailandês que a sua família fundou antes de se lançar na política. A oposição boicotou por completo as eleições gerais de 2 de Abril e ao final de 3 meses de crise política, acabou por ser o venerado rei Bhumibol Adulyadej a evitar o colapso dum sistema judicial e político que em quase 60 anos de reinado se tem esforçado por manter nos carris da democracia. Numa rara intervenção, qualificou a eleições de “não democráticas” mas também não demitiu o primeiro-ministro. O mais antigo monarca do planeta também conseguiu impedir que os juízes do Tribunal Constitucional se demitissem.