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Estrangulamento financeiro palestiniano discutido em Nova Iorque

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Estrangulamento financeiro palestiniano discutido em Nova Iorque

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O Quarteto para a paz no Médio-Oriente e representantes do Egipto, da Arábia Saudita e da Jordânia reuniram-se na sede da Nações Unidas, em Nova Iorque. Em discussão, o corte ao financiamento directo por parte dos Estados Unidos e da União Europeia ao governo palestiniano liderado pelo Hamas.

Várias propostas foram apresentadas, como permitir ao Banco Mundial a canalização de fundos, realizar depósitos directos nas contas dos funcionários ou entregar as somas ao presidente Mahmoud Abbas. O primeiro-ministro Ismaïl Hanyeh apelou à União Europeia e à ONU para “acabarem com um cerco que vai conduzir a região a um desastre”. O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, enviou também à ONU uma carta a alertar para o risco da instabilidade aumentar face aos problemas salariais. Os meses de Março e Abril não foram pagos ao cerca de 160 mil funcionários públicos. As sanções tem um impacto indirecto nas actividades económicas. “Se a situação continuar vou ter que fechar a loja, tal como muitos outros vizinhos”, referiu um comerciante de Gaza. Nos territórios ocupados a luta entre militantes do Hamas e do Fatah faz-se sentir e a crise financeira pode inflamar ainda mais a violência interna. Esta terça-feira, dois partidários do Fatah foram baleados por alegados militantes do Hamas em Gaza quando assistiam ao funeral de outros companheiros de facção, mortos em confrontos na segunda-feira.