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Falta consenso sobre dossiê nuclear iraniano

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Falta consenso sobre dossiê nuclear iraniano

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A convite da secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, os chefes da diplomacia dos cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia) e da Alemanha reuniram-se ontem à noite em Nova Iorque. Mas o encontro não permitiu chegar a acordo sobre a resolução a adoptar. China e Rússia exprimem reservas acerca da referência ao capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, que abre a via das sanções contra Teerão, contemplando o uso da força.

Após a reunião, a nova ministra dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha, Margaret Beckett, declarou que “todos acreditam que o Irão deve e tem que se direccionar na conformidade com a visão, recomendações e exigências da Agência Internacional de Energia Atómica” e que é isso que todos pretendem obter. Afirmou que “a aplicação de sanções é uma possibilidade”, acrescentando que “ninguém quer aplicá-las sem necessidade, mas todos querem que o Irão reconheça a seriedade da comunidade internacional na sua insistência.” O chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeir, declarou que ainda há várias “questões em suspenso” e que será necessário esperar duas semanas para chegar a um acordo sobre a resolução da ONU para o Irão. Mahmud Ahmadinejad propôs ontem “novas soluções” a George W. Bush para a crise nuclear. Pela primeira vez em 27 anos, um presidente iraniano enviou uma carta ao homólogo norte-americano. A Casa Branca fez saber que o gesto não responde a nenhuma das preocupações internacionais sobre as ambições nucleares de Teerão.