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Napolitano eleito presidente de Itália

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Napolitano eleito presidente de Itália

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Giorgio Napolitano sucede a Carlo Azeglio Ciampi tornando-se no 11 presidente de Itália do pós-guerra. O senador vitalício, de 80 anos, obteve a maioria absoluta necessária no quarto escrutínio. 543 grandes eleitores confiaram-lhe o seu voto. Bastavam-lhe 505.

Napolitano ascende ao mais alto cargo da Nação depois de já ter passado pela presidência da Câmara dos Representantes e de ter sido ministro do Interior. O candidato apresentado pela coligação vencedora das legislativas é um antigo comunista, facto inédito na chefia do Estado italiano. Apesar da sua reputação de homem com elevada estatura moral e institucional, o centro-direita recusou votar em Napolitano devido ao resultado das eleições legislativas que mostrou uma Itália dividida. Depois de tomar posse, o que deve suceder no início da próxima semana, Napolitano vai poder convidar Romano Prodi a formar governo. O líder da coligação de centro-esquerda deverá assumir a chefia do executivo na próxima quarta-feira. A maioria de centro-esquerda obteve assim mais uma vitória, pouco mais de um mês depois de bater nas urnas a coligação liderada por Silvio Berlusconi. O futuro primeiro-ministro italiano mostrou-se obviamente contente com o resultado desta maratona eleitoral e negocial. Nas suas primeiras palavras depois do escrutínio não deixou de lançar umas farpas aos seus adversários: “Estamos bastante contentes e estou convicto que o centro-direita perdeu a ocasião de participar na eleição de Napolitano. Ele vai mesmo ser o presidente de todos os italianos.” Já o primeiro-ministro cessante manteve a posição que sempre manifestou. Impossível de votar num comunista para a chefia de Estado quando metade do país sufragou as ideias do centro-direita. Silvio Berlusconi acusou a nova maioria de completar o assalto aos órgãos de Estado: “A esquerda terminou hoje a ocupação das chefias das instituições, indiferente à metade do país que se exprimiu de forma diferente. E acredito que esta metade do país tem consciência que a conclusão das eleições não foi conforme à vontade popular.”