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"O comunista menos comunista" de Itália

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"O comunista menos comunista" de Itália

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Giorgio Napolitano, muito perto dos 81 anos, é o primeiro ex-comunista a aceder ao cargo mais alto da nação.

Mas aquele a quem chamam o “migliorista” nunca foi partidário de uma revolução mas antes de um método reformista como faz questão de explicar por si mesmo:

“As posições que tenho tomado são aqueles que defendem uma evolução profunda do partido, a abertura ao Ocidente e à Europa e como consequência uma dialéctica democrática”. Nascido em 1952 em Nápoles, Giorgio Napolitano, lançou-se ainda jovem na actividade política. Ainda estudante funda um grupo comunista que combate os nazis e os fascistas.

Em 1945 adere ao Partido Comunista italiano.
Formado em Direito, foi eleito deputado pela primeira vez em 1953 e faz parte dos jovens quadros comunista que Palmiro Togliatti encarrega de renovar o PCI sem cortar relações com a URSS, no seguimento da insurreição húngara.

Napolitano representa a direita do partido, é defensor das privatizações, de uma economia de mercado e dialoga com os socialistas.
Um espírito tão independente que faz dele o comunista menos comunista do PCI, como é habitual ouvir-se.

No dia seguinte à queda do muro de Berlim ele transformou-se no principal promotor da conversão da maioria do PCI à Social-democracia,
tornado o Partido dos Democratas de Esquerda.

Eleito presidente da Câmara dos Deputados em 1992, Napolitano deu provas de sensatez e de equilíbrio. Posicionando-se acima das querelas partidárias ganhou a estima e o respeito da classe política italiana.

No primeiro governo de Prodi em 1996 foi ministro do Interior e entre 1999 e 2004 é deputado no Parlamento Europeu. Em 2005 ganha o estatuto de senador vitalício.