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Novo processo contra enfermeiras búlgaras começa hoje em Trípoli

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Novo processo contra enfermeiras búlgaras começa hoje em Trípoli

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As cinco enfermeiras búlgaras e o médico palestiniano, condenados à morte na Líbia, são hoje visados num novo processo em Trípoli. Os arguidos são acusados de terem infectado 426 crianças líbias com HIV, mas, no final do ano passado, viram o Supremo Tribunal Líbio anular a pena capital e exigir um novo julgamento.

Os arguidos negam qualquer responsabilidade, uma vez que a epidemia de SIDA no hospital de Benghazi já se verificava antes de lá trabalharem. Apesar disso, as famílias exigem dez milhões de dólares por cada criança infectada, um montante idêntico à indemnização que Trípoli foi obrigada a pagar pelos atentados de Lockerbie. As autoridades búlgaras rejeitaram pagar as compensações. Mas criaram um fundo internacional, em parceria com a União Europeia, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, destinado a auxiliar a Líbia a combater o vírus da SIDA e a garantir assistência às crianças infectadas com a doença. A defesa vai nesta primeira audiência pedir a libertação sob fiança dos réus, que permanecem detidos desde 1999.