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Serviços secretos ilibados de falhas na prevenção dos atentados em Londres

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Serviços secretos ilibados de falhas na prevenção dos atentados em Londres

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Dois dos bombistas de 7 de Julho, em Londres, eram conhecidos dos serviços de segurança, mas não foram alvo de inquérito aprofundado devido à falta de meios e à prioridade de outras investigações. É a principal conclusão da comissão parlamentar de inquérito.

No entanto, a investigação tem ainda lacunas, como reconheceu o ministro britânico do Interior na Câmara dos Comuns. Em relação aos bombistas, John Reid afirmou: “Nada os apontava como particularmente vulneráveis ao radicalismo. Nada nos seus comportamentos permitia suspeitar das intenções. Ainda não sabemos se outros no Reino Unido estiveram envolvidos no doutrinamento do grupo ou ajudaram no plano”. A comissão não conseguiu também determinar o envolvimento directo da Al-Qaida. Dois dos quatro bombistas tinham-se deslocado ao Paquistão, mesmo assim não foram considerados ameaçadores. Eram jovens britânicos de origem paquistanesa ou jamaicana bem integrados. O deputado Paul Murphy, em nome do grupo de investigadores, iliba os serviços secretos de qualquer falha. Os atentados de 7 de Julho nos transportes públicos londrinos fizeram 52 mortos, para além dos suicidas, e mais de 700 feridos. A oposição britânica exige agora um outro inquérito, pois o governo afirmou que os bombistas eram desconhecidos das autoridades.