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Autoridades belgas fazem apelos à calma para impedir espiral de violência

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Autoridades belgas fazem apelos à calma para impedir espiral de violência

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O racismo latente na sociedade belga é hoje denunciado pela imprensa do país. E os casos sucedem-se. Em Antuérpia, uma outra jovem africana foi morta nos últimos dias e um francês de origem africana foi atacado, no fim-de-semana, em Bruges.

As autoridades belgas temem uma onda de violência e apelam à calma. O primeiro-ministro Guy Verhofstadt pediu ontem à “sociedade belga que não entre numa espiral de violência e ódio” e que preserve os seus tradicionais valores de tolerância. O país interroga-se também sobre a facilidade de aquisição de armas. O jovem comprou a espingarda de nove milímetros ontem de manhã, poucos antes de começar a disparar em plena rua. O governo pediu já que seja acelerado o debate sobre o projecto-lei sobre as armas, que visa dificultar a aquisição. Georges Lang foi quem vendeu a arma. Interrogado sobre o episódio de ontem, o comerciante diz que “pensou toda a noite em fechar o estabelecimento e está profundamente afectado pelo que se passou”. O homicida era um estudante inteligente, expulso do colégio há dias por fumar no quarto. Chama-se Hans Van Temsche e a sua família tem ligações estreitas com o Vlaams Belang, a começar pela tia que é deputada do partido de extrema-direita.