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Bastião da extrema-direita belga abalado por crime racista

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Bastião da extrema-direita belga abalado por crime racista

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Ao final da manhã de ontem, um jovem de dezoito anos, tatuado com símbolos skinheads e de extrema direita, disparou em plena rua de Antuérpia, matando duas pessoas e ferindo uma outra.

O homicida, acabou por ser ferido no estômago por um polícia. Foi hospitalizado, mas não corre risco de vida. As vítimas mortais são uma menima de oito anos de raça branca e a ama de origem africana. Uma mulher turca ficou ferida. O governo belga apressou-se a condenar o crime. O primeiro-ministro Guy Vehofstadt fala de um “acto horrível, de racismo extremo e que deve ajudar os cidadãos a tomar consciência sobre até onde podem levar as ideias da extrema-direita”. O líder do governo lançou também um apelo às comunidades do país para que “reajam com precaução a este crime cobarde”. O acto foi condenado também pelo partido de Vlaams Belang, o antigo Vlaams Blok que mudou de nome após a condenação por xenofobia. Antuérpia é um bastião do partido de extrema-direita e acolhe uma vasta comunidade imigrante turca e africana. A Liga Árabe Europeia, um movimento radical de defesa da causa árabe, que no passado patrulhou as ruas da cidade para prevenir crimes racistas da polícia, estimou no belga Le Soir, que, “este assassíno inscreve-se numa campanha de ódio e agressão contra os estrangeiros em geral e contra as pessoas de cor e muçulmanos em particular”. As autoridades temem retaliações.