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Viena acolhe IV Cimeira UE-América Latina e Caraíbas

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Viena acolhe IV Cimeira UE-América Latina e Caraíbas

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Representantes de 60 países chegaram ontem a Viena de Áustria para a 4.ª Cimeira União Europeia- América Latina e Caraíbas. Na reunião de três dias vão estar em discussão assuntos como o comércio, a energia, a integração regional e o estreitamento de relações entre os blocos.

Porém, logo a abrir a cimeira, ficou bem patente a inquietação surgida no início do mês depois do presidente boliviano Evo Morales ter nacionalizado os hidrocarbonetos. A decisão de Morales indignou sobretudo o Brasil e a Espanha, os maiores investidores estrangeiros na Bolívia, porque La Paz rejeita indemnizar as empresas afectadas com a nacionalização. Uma situação que, além de perturbar os mercados, pode influenciar negativamente o investimento estrangeiro na região, onde se assiste à emergência de líderes oriundos da esquerda, dispostos a gerir os recursos energéticos em proveito das desafortunadas populações. “Se os povos indígenas chegaram onde chegaram e eu cheguei a presidente, não foi para se vingarem de ninguém. Estou aqui para trazer esperança ao meu povo, especialmente para defender os povos historicamente marginalizados, humilhados, odiados, rejeitados e até ameaçados de extinção”, manteve Morales. A cimeira União Europeia-América Latina e Caraíbas é o maior acontecimento do género em Viena de Áustria desde o Congresso Pós-Napoleónico de 1815.Por isso, envolve delicados preparativos logísticos e reforçadas medidas de segurança.