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Bruxelas adverte Bolívia para não espantar investidores

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Bruxelas adverte Bolívia para não espantar investidores

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Evo Morales tenta acalmar as inquietações internacionais em torno do programa de nacionalização dos recursos petrolíferos da Bolívia.

Depois de ter afirmado que não pagaria indemnizações às empresas estrangeiras, ontem ao final da cimeira União Europeia América Latina e Caraíbas, em Viena, enuma carta endereçada à diplomacia espanhola, o presidente garantia segurança jurídica a todos os empresários. Horas antes, o Chanceler austríaco, em nome da União Europeia tinha deixado uma indirecta ao advertir os países que, “querem atraír investimentos estrangeiros, para a necessidade de garantirem segurança contratual. É que os investidores são como cabras-montesas assustadiças que podem fugir para outro país”. Uma aviso que sublinha o clima de tensão ontem em Viena, reforçado pelo facto da Bolívia ser o único país andino a recusar-se a assinar para já um acordo de associação e livre comércio com Bruxelas. Morales foi claro sobre os seus projectos para o país, “se a Bolívia era no passado uma terra de ninguém agora pertence aos bolivianos e as empresas que respeitarem as leis da Bolívia terão garantida a sua segurança jurídica”. Depois do fim da cimeira, a questão energética deverá continuar a marcar os debates de hoje em Viena, distribuídos por vários encontros bilaterais. Ontem o Brasil, principal investidor estrangeiro na Bolívia, ameaçou cancelar o projeto de oleoduto sul-americano caso La Paz impedisse a petrolífera brasileira Petrobrás de participar no projecto. E se alguns activistas fazem sorrir os líderes europeus como a que interrompeu ontem a fotografia de família, o activismo de Morales suscita interrogações sobre a capacidade de conciliar as promessas eleitorais com as garantias aos investidores estrangeiros.