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"Morte cerebral" do projecto lei sobre a eutanásia

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"Morte cerebral" do projecto lei sobre a eutanásia

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Os britânicos vão ter que esperar mais seis meses para que o projecto lei sobre o direito à eutanásia volte a ser discutido.

Ontem a câmara dos Lordes aprovou a proposta vinda da bancada dos liberais democratas para atrasar a decisão para uma segunda leitura. Muitos analistas falam já da “morte cerebral” da proposta. O projecto lei contestado pela maioria da classe médica, autorizaria os médicos a prescrever, mas não a administrar, fármacos a doentes terminais que desejassem pôr termo à vida. Um dos principais promotores da lei, o Lorde Joffe of Liddington, afirmou em defesa do projecto que, “uma sociedade consciente não pode sentir-se tranquila sabendo que há doentes terminais em sofrimento agudo, e que vão continuar a sofrer em nome do bem da sociedade em geral”. No total mais de 80 oradores interviram no debate, entre os quais vários doentes graves com posições pró e contra a proposta de lei. Uma delas sentada numa cadeira de rodas afirmou que, “eu já perdi a conta ao número de vezes em que um médico me disse que eu estava próxima do fim, no entanto de cada uma dessas vezes eu seria considerada doente terminal à luz deste projecto lei”. Para os opositores à lei, entre os quais diversas associações religiosas que se manifestaram ontem em Washington, a proposta não inclui salvaguardas para casos particulares, como o de pessoas com depressão, ou doentes terminais que por questões económicas se sintam pressionados a morrer.