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Chavez e Morales, presidentes e revolucionários em Viena

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Chavez e Morales, presidentes e revolucionários em Viena

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Hugo Chavez e Evo Morales, juntos e ao vivo, voltaram ontem a ser as estrelas do debate em Viena, desta feita frente a um milhar de militantes antiglobalização.

No encerramento da cimeira alternativa Europa-América Latina os presidentes Venezuelano e Boliviano, em uníssono, não pouparam críticas ao que chamaram de “imperialismo norte-americano na região”. Morales acusou Washington de tentar “virá-lo contra Lula da Silva”, presidente do Brasil, “no tema das nacionalizações”. E reafirmou que, neste ponto, “o seu governo tem que respeitar a vontade soberana do povo da Bolívia de nacionalizar os recursos naturais, em especial o gás e o petróleo”. Os ataques vindos de La Paz à petrolífera Petrobras tinham levado o Brasil a ameaçar ontem cancelar o projecto de construção do oleoduto sul-americano. Mas a passagem do presidente boliviano por Viena marca uma ligeira viragem no seu discurso. Face à pressão de Bruxelas, depois da cimeira União Europeia América Latina e Caraíbas na sexta-feira, Morales afirmou ontem que garantirá segurança jurídica às empresas estrangeiras na Bolívia. Uma nota dissonante face às palavras de ordem dos anti-globalização que ontem nas ruas de Viena, gritavam slogans contra as multinacionais, depois de teremcondenado num “tribunal popular”, os abusos cometidos por empresas estrangeiras na América Latina.