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ETA exige contrapartidas de Madrid e Paris

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ETA exige contrapartidas de Madrid e Paris

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Apesar da ETA no comunicado emitido aquando da declaração do cessar-fogo, ter evitado qualquer referência explícita à sua reivindicação histórica da autodeterminação do povo basco, dois dos seus dirigentes, numa entrevista ao jornal independentista basco “Gara”, publicada hoje, afirmam que não existirá uma solução definitiva sem um acordo sobre a autodeterminação.

Na entrevista ao “Gara”, os dirigentes da ETA enunciam as exigências da organização feitas ao governo espanhol, nomeadamente o tema sensível dos 670 prisioneiros políticos detidos, dos quais 551 estão repartidos por 51 prisões espanholas e os restantes estão detidos em França.

Outro potencial ponto de fricção é o imposto revolucionário reclamado aos empresários bascos, que Madrid quer ver abolido como parte integrante da aplicação do cessar-fogo. A ETA exorta ainda a França a particiar no processo de paz e a deixar de conciderar o conflito basco como uma questão interna espanhola.

A entrevista é a primeira dada pela organização desde que declarou unilateralmente o cessar-fogo em 22 de Março passado, depois de ter descortinado a perspectiva de um possível caminho que poderia conduzir ao reconhecimento político de Euskal Herria como uma nação e povo, á semelhança do que aconteceu com a Catalunha.

Na mesma entrevista os dois dirigentes referindo-se ao incidente mais recente – o ataque a uma loja de um líder político basco, ocorrido já depois do cessar-fogo e atribuído por vários quadrantes à ETA -, rejeitaram que o mesmo tenha sido uma operação da organização separatista basca.

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Segundo o mesmo jornal existem actualmente cerca de 670 prisioneiros políticos bascos detidos, dos quais 551 estão repartidos por prisões espanholas e os restantes estão em prisões francesas.