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Afluxo de clandestinos às Canárias faz governo reforçar medidas de controlo

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Afluxo de clandestinos às Canárias faz governo reforçar medidas de controlo

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O arquipélago das Canárias assistiu nos últimos dias a uma verdadeira vaga de imigração ilegal.

Cerca de mil clandestinos chegaram às ilhas espanholas a bordo de embarcações rudimentares, fazendo recordar cenas semelhantes ocorridas há meses no Estreito de Gibraltar e nos enclaves de Ceuta e Melilha. A vice-presidente do governo reuniu de emergência com os ministros do Interior e do Trabalho e Assuntos Sociais com o objectivo de refrear a acção das redes de imigração ilegal. A intenção, diz Maria Teresa Fernandez de la Vega, é reforçar a diplomacia para combater o fenómeno: “Saibam que quem entrar de maneira irregular vai ter de partir mais tarde ou mais cedo e que um dos principais elementos da nossa política é o repatriamento, no respeito, como sempre fazemos, dos direitos do Homem, destas pessoas que como já disse vêm em busca de um futuro melhor.” As embarcações que chegam às Canárias são sobretudo oriundas da Mauritânia. Por isso, além dos acordos estabelecidos com diversos países da região no sentido de repatriar os clandestinos, Madrid colabora com Nouakchott no patrulhamento marítimo. Medidas a que se vai juntar uma vigilância por satélite, porque as autoridades regionais das Canárias receiam que os imigrantes ilegais sejam ajudados em alto-mar pelas redes de tráfico humano. A apoiar esta opinião está, nas palavras do porta-voz do governo de Las Palmas, o bom estado de saúde em que chegam os imigrantes após sete dias de mar.