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Violência em São Paulo atinge civis

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Violência em São Paulo atinge civis

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Mais de 60 autocarros e 10 agências bancárias foram incendiadas na terceira madrugada de violência no Estado de São Paulo, onde o crime organizado poderá ter feito já mais de 70 mortos desde a noite de sexta-feira.

A situação vivida por um motorista reflecte o actual clima de insegurança na região: “Pegaram o dinheiro do caixa… Três rapazes ainda veio ver com um revólver, colocou no meu rosto e acabou tirando as coisas que tinha dentro carro… e colocaram fogo.” O caos instigado pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) surge como represália pela transferência de 765 presos para uma penitenciária de alta segurança. O procurador estadual, Rodrigo Pinho, explica: “Esses líderes já deveriam estar num regime disciplinar diferenciado, que o ministério já havia solicitado essa transferência.” A intenção das autoridades paulistas ao transferir os presos era isolar os líderes do PCC e impedir acções criminosas no Estado mais rico do Brasil. Os ataques nas ruas são simultâneos às rebeliões registadas em cerca de 80 presídios, onde se amotinaram mais de 80 mil reclusos.