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Imigração selectiva aprovada em França

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Imigração selectiva aprovada em França

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O parlamento francês aprovou um novo projecto-lei sobre a imigração. Contudo, o texto apresentado pelo ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, vai ainda ser examinado pelo senado.

Com a nova legislação a França pretende escolher os seus imigrantes. Face aos protestos da esquerda e das organizações cristãs que acusam o governante de pretender esvaziar os países do terceiro mundo dos seus trabalhadores qualificados, o ministro tentou explicar o seu conceito de imigração “escolhida”: “No meu espírito, escolhida quer dizer escolhida pelos representantes da nação francesa em concertação com os dirigentes dos países de origem, porque eu sei perfeitamente que o futuro da Europa e o futuro de África estão ligados porque a geografia nos juntou. Esta é a realidade.” O conceito inspira-se nos modelos canadiano ou australiano, nos quais os Estados estabelecem quotas de imigração de acordo com as necessidades do país. Entre os pontos mais criticados contam-se os obstáculos colocados ao reagrupamento familiar e o contrato de acolhimento e de integração. No primeiro caso o imigrante tem de esperar 18 meses, ao invés dos actuais 12, para tentar levar a sua família para França. Quanto ao contrato, os imigrantes são obrigados a assiná-lo e assim compremeterem-se a aprender a língua francesa e a respeitarem as leis da República.