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Os principais nomes do novo governo italiano

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Os principais nomes do novo governo italiano

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Presidente dos Democratas de Esquerda, ex-membro do Partido Comunista italiano, Maximo d’Alema é o novo vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia. Há semanas, retirou a candidatura à liderança da Câmara dos Deputados para impedir fracturas na coligação de esquerda e o seu nome circulou para a Presidência da República.

O ex-jornalista, de 57 anos, já foi presidente do Conselho. A sua passagem pela chefia do governo ficou marcada pela polémica decisão de enviar tropas para o Kosovo. Agora terá de tratar o dossiê da retirada do Iraque. Parte da coligação pede retirada imediata, mas o programa de governo fala de progressiva.

O novo ministro do Interior é um próximo aliado de Romano Prodi. Giuliano Amato, 68 anos, é um antigo membro do defunto Partido Socialista italiano. Foi ministro do Tesouro e o último chefe do governo de esquerda antes da chegada ao poder de Silvio Berlusconi. É conhecido também como “Doutor Subtil” pela discrição e moderação e por ser um fervoroso europeísta, que participou na redacção da Constituição Europeia.

Quase desconhecido a nível político, Tommaso Padoa-Schioppa tem uma grande reputação de técnico económico. O novo superministro de Economia e Finanças terá a tarefa de tranquilizar Bruxelas e os mercados financeiros sobre a capacidade de Itália a controlar as suas contas e a dinamizar a economia. A seu favor tem a experiência no seio da Comissão Europeia, Banco de Itália e Banco Central Europeu. Currículo que levou a que, no final de 2005, o seu nome fosse apontado para a chefia do Banco de Itália após escândalos.

A deputada italiana e eurodeputada Emma Bonino terá a seu cargo os Assuntos Europeus. Deu sinais de ficar enraivecida depois de saber que não ficava com a desejada pasta da Defesa. O seu campo de acção é, sobretudo, europeu e internacional. De 1994 e 1999 foi comissária europeia para o Consumo, Pescas e ECHO, o organismo europeu de ajuda humanitária. No ano passado chefiou a missão de observadores europeus nas eleições afegãs.