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Dirigente anti-racista aconselha turistas negros a evitar Leste da Alemanha

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Dirigente anti-racista aconselha turistas negros a evitar Leste da Alemanha

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O líder de uma organização anti-racista lançou um sério apelo aos adeptos estrangeiros que, no mês que vem, se deslocam à Alemanha para assistir ao campeonato do mundo de futebol.

Uwe-Karsten Heye, antigo porta-voz do governo federal, declarou que, em certos locais do país, nomeadamente no Estado regional de Brandeburgo, a Leste de Berlim, há um enorme risco para a integridade física de adeptos negros. A apoiar as declarações do dirigente anti-racista está o recrudescimento dos ataques neonazis. Ainda assim, Mathias Platzeck, ministro-presidente do Land de Brandeburgo, considera as declarações exageradas. “Generalizações como as que foram feitas por Heye não ajudam ninguém, não descrevem a situação com veracidade e entravam os seus próprios esforços para encorajar o reforço da luta contra o extremismo de direita”, defende Platzeck. Porém, as posições de Platzeck não encontram eco no seio do governo federal, como mostram as declarações de Sebastian Edathy, da Comissão Parlamentar de Assuntos Internos: “Eu evitaria determinadas áreas em algumas cidades a certas horas do dia. Este é o tipo de precauções que se deve tomar quando se tem uma pele escura. É mau, temos de resolver o problema, mas parece-me bem dizê-lo às pessoas que vamos acolher”. Nos últimos meses tem-se assistido, sobretudo, no Leste da Alemanha, a um aumento dos ataques de índole racista. No mês passado, em Potsdam, capital do Land de Brandeburgo, um alemão de origem etíope foi brutalmente agredido numa estação de eléctrico por dois homens. Desde essa altura, a vítima permanece em coma.