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Genocídio arménio divide Assembleia Nacional francesa

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Genocídio arménio divide Assembleia Nacional francesa

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Representantes das comunidades turca e arménia em Paris marcaram hoje presença no exterior do Palácio Bourbon, a sede da Assembleia Nacional francesa, enquanto no interior era debatida uma lei destinada a penalizar a negação do genocídio arménio. A discussão terminou com a pausa para o almoço sem que a proposta tivesse sido votada.

Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros Phillipe Douste-Blazy alertou para as consequências políticas e económicas que a aprovação da lei poderia ter nas relações franco-turcas. Declarações que mereceram críticas da oposição. O texto, que prevê penas até cinco anos de prisão e multa até 45 mil euros para quem negar o genocídio arménio, voltará a ser examinado, mas é pouco provável que isso aconteça antes do mês de Novembro. A questão arménia é um tema tabu na Turquia e um dos entraves à adesão à UE. Ancara rejeita reconhecer a responsabilidade na morte e deportação de centenas de milhares de arménios no início do século XX e ameaça recorrer a sanções contra a França no caso da lei ser aprovada. Em Março passado, mais de três mil representantes da comunidade turca em França manifestaram-se em Lyon contra a inauguração de um memorial às vítimas do genocídio arménio. Depois de ter sido vandalizado, o monumento acabou por ser inaugurado em Abril rodeado de fortes medidas de segurança.