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Madrid anuncia "Plano África"

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Madrid anuncia "Plano África"

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A Espanha lançou uma ofensiva diplomática contra a imigração ilegal. Confrontado com uma vaga de clandestinos desde o início do ano, que ameaça bater todos os recordes, o executivo de Madrid tenta resolver os problemas na origem. Desde Janeiro já chegaram às ilhas Canárias 7.384 ilegais. O máximo de 9.929 registados em 2002 está, portanto, perto de ser alcançado.

Maria Teresa Fernandez de la Vega, vice-presidente do governo, explica que a Espanha “é um país do Primeiro Mundo que faz fronteira com o Terceiro Mundo. A escassas milhas encontra-se o continente mais empobrecido, o mais esquecido e o menos atendido”. O denominado “Plano África” compreende um dispositivo sedeado em Dacar dirigido por um embaixador em missão especial. Seis países são particularmente visados. Além do Senegal contam-se o Níger, a Guiné-Conacri, a Guiné-Bissau, o Mali, o Sudão e Cabo Verde. Nestes três últimos países Madrid vai mesmo abrir embaixadas. O objectivo é trabalhar a montante com os governos locais para estancar as migrações clandestinas e, ao mesmo tempo, assegurar um repatriamento em condições decentes aos ilegais apanhados em território espanhol.