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Apelos à calma no Montenegro antes do referendo à independência

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Apelos à calma no Montenegro antes do referendo à independência

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Sim ou não à independência do Montenegro, a pergunta à qual os 485 mil eleitores da pequena república dos balcãs vão responder em referendo este domingo.

As assembleias de voto abrem às oito horas locais, menos duas horas em Lisboa. Em jogo está o fim da frágil ligação política que une o Montenegro à Sérvia eque constitui um dos últimos vestígios da antiga Jugoslávia. Apesar das sondagens darem a maioria aos independentistas, estes necessitarão de obter mais de 50% de participação e 55% dos votos para validar a vitória. Richard Chambers, um dos observadores da OSCE responsável por acompanhar o sufrágio, sublinha a complexidade do sistema montado. “Há seis semanas que várias equipas da OSCE se deslocam pelo país. 340 observadores estão mobilizados nesta operação, Domingo vão ser mais de 3 mil”. A campanha eleitoral encerrou-se na quinta-feira passada com dois comícios na capital Podgorica. Do lado do “sim” à independência, o primeiro-ministro Milo Djukanovic sublinhou que separado da Sérvia, o Montenegro poderá acelerar a integração europeia e melhorar as relações com a justiça internacional. Do lado do “não”, o líder da oposição socialista, Predrag Bulatovic alertou ontem o eleitorado para o que chamou de tentativa de isolacionismo por parte doprimeiro-ministro. Nas fileiras dos unionistas encontra-se a minoria de origem sérvia, próxima dos ultrancionalistas sérvios que se opõe também à independência do Kosovo. O inflamar das posições durante a campanha levou os líderes dos dois campos a apelar este sábado à calma.