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Legislativas no Chipre deverão reforçar partidos opostos à reunificação

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Legislativas no Chipre deverão reforçar partidos opostos à reunificação

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Os cipriotas gregos descem hoje às urnas para renovar os 80 lugares do Parlamento. Um sufrágio do qual os opositores à reunificação de Chipre deverão saír reforçados.

Segundo as sondagens, dos três principais partidos apenas a formação de centro-direita Diko, do actual presidente Tassos Papadopoulos, deverá aumentar o número de deputados. O reflexo directo de três meses de uma campanha eleitoral centrada sobre a renúncia do plano de reunificação de Chipre, proposto pela ONU, e rejeitado em referendo em 2004. O presidente Papadopoulos, um dos mais ferozes opositores ao restabelecimento da unidade da ilha, renovou ontem o apelo ao voto, depois de ter garantido numa que a política do governo em matéria de reunificação não se irá alterar. Desde 1963 que os 24 lugares do parlamento reservados aos cipriotas turcos se mantém vazios, sinal da divisão de Chipre depois da proclamação da República Turca de Chipre Norte, reconhecida apenas por Ankara. Uma divisão que poderá ser perpetuada pelo resultado das urnas que deverá ser conhecido a meio da tarde. O primeiro sufrágio realizado depois da adesão à União Europeia da parte gregaem Maio de 2004, deverá dar a vitória aos comunistas que governam em coligação com o partido de Papadapoulos, partilhando das mesmas visões. No entanto e pela primeira vez, nas últimas décadas uma chipriota turcaapresenta-se como candidata do partido Democratas Unidos, favorável à reunificação, mas minoritário.