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Negociações com a ETA dividem partidos

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Negociações com a ETA dividem partidos

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Em Espanha, os partidos dividem-se depois do chefe do Governo ter informado que vai solicitar ao Congresso, no próximo mês, autorização para iniciar negociações com a ETA.

José Luis Rodríguez-Zapatero fez o anúncio numa festa do PSOE em Barakaldo, na sua primeira visita ao País Basco desde que a ETA declarou um cessar-fogo permanente há 2 meses. Um processo de paz que pode demorar “três ou quatro anos”, declarou Rodríguez-Zapatero. O presidente do executivo informou também que irá propor que o preâmbulo da Constituição espanhola inclua uma referência que recorde as vítimas do terrorismo. O anúncio de Zapatero dividiu os partidos políticos. O PP, pela voz do secretário-geral Angel Acebes, defendeu que o que está a acontecer “não é um processo de paz. É um processo de chantagem de uma organização terrorista a 44 milhões de espanhóis”. Algo que o “chefe do governo não pode tolerar” A associação de vítimas do terrorismo também não aceita a proposta de Rodríguez-Zapatero. Por outro lado a União Democrática da Catalunha e da Convergência e União já manifestaram o seu apoio aos propósitos do chefe do Governo. Desde os anos 60, a ETA foi responsável até hoje pela morte de 817 pessoas.