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Estagnar fluxo de clandestinos é missão impossível nas Canárias

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Estagnar fluxo de clandestinos é missão impossível nas Canárias

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Só o mau tempo parece travar o fluxo de imigrantes ilegais que chegam ao arquipélago das Canárias. Foi o que aconteceu no último fim-de-semana em que o mau estado do mar contribuiu para um parêntese na avalanche de clandestinos das derradeiras semanas. Mesmo assim este ano já chegaram às Canárias mais de 7000 ilegais contra menos de 5000 durante todo o ano de 2005.

Face a esta crise humanitária, o arquipélago espanhol exige mais acção da parte de Madrid e Bruxelas. O parlamento de Santa Cruz de Tenerife pediu esta segunda-feira a intervenção da Armada no patrulhamento das costas do arquipélago e a criação de um fundo de emergência da União Europeia para responder à crise. Nesse sentido, a vice-presidente do governo, Maria Teresa de la Vega encontra-se hoje em Bruxelas com Durão Barroso e Franco Frattini. Paralelamente à Europa, Espanha aposta também na frente africana para estagnar o fluxo de clandestinos. Com o chamado novo Plano de África, Madrid pede a instalação nas Canárias de uma delegação da Agência Europeia de Controlo das Fronteiras Exteriores e prevê a abertura de novas embaixadas na África Ocidental coordenadas a partir de Dakar. Uma ideia que os diplomatas espanhóis estão a desenvolver no terreno. Depois da crise de Ceuta e Melilla, no ano passado, traficantes e clandestinos vêm cada vez de mais longe, em maior número e dispõem de melhores meios. A “patera” foi substituída pelo “cayuco”, uma lancha em fibra de vidro. Os portos de saída passaram de Marrocos, primeiro para a Mauritânia e agora para o Senegal.