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Alkatiri assegura controlo da situação

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Alkatiri assegura controlo da situação

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Timor-Leste vive dias difícieis, mas de acordo com o primeiro-ministro Mari Alkatiri: “a situação está sob controlo”.

Um ataque de cerca de 50 militares revoltosos ao quartel-general das Forças Armadas timorenses, seguido de confrontos noutros pontos da capital que provocaram pelo menos um morto, agravou hoje a crise político-militar que há várias semanas afecta o país. O governo de Díli admitiu a incapacidade das forças armadas de Timor-Leste para controlarem a situação e pediu formalmente ajuda internacional.

Para o chefe da diplomacia timorense, José-Ramos Horta, o objectivo é claro: “Ajudar a conter a situação e ter presente no país uma força de defesa credível.”

Portugal já assegurou que vai enviar um contigente da GNR para Timor-Leste. O pedido das autoridades de Díli foi enviado também aos governos da Austrália, Nova-Zelândia e Malásia.

A violência irrompeu pouco tempo antes do país de celebrar quatro anos de independência no dia 20 de Maio. A tensão degenerou no dia 28 de Abril com a manifestação de 600 militares dispensados dos quadros.

Milhares de habitantes abandonaram entretanto Díli. Os 450 portugueses que se encontram no país foram aconselhados a permanecerem em casa pela embaixada de Portugal. Lisboa considera no entanto prematura uma retirada. Já as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália começaram a retirar da capital o seu pessoal não-essencial

Entre os militares timorenses há quem pense que o diálogo é a única forma de encontrar uma solução para a crise.

O presidente Xanana Gusmão anulou uma viagem à China para tentar resolver a crise. Em Díli, assegura o primeiro-ministro Alkatiri, existe solidariedade institucional. A única diferença, confessou, é que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta “tinham mais confiança no diálogo”.

Por seu lado, o líder dos revoltosos, o major Alfredo Reinado, afirmou estar disposto a “fazer a paz” nas condições do presidente Xanana Gusmão.