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Madrid força política de imigração europeia

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Madrid força política de imigração europeia

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A imigração clandestina vinda de África é a mais vísivel porque proporciona imagens de barcas cheias de gente. Só nos últimos dias o número de ilegais que acostaram a terras europeias ultrapassou os 1600. Uma vaga que deixa impotentes os meios de controlo individuais de cada estado-membro e obriga a União Europeia a coordenar os seus esforços ao nível da política de imigração.

Como noutros locais, na Sicília, os centros de detenção são insuficientes para albergar todos os clandestinos, surgindo por isso campos improvisados.

Como explica Guilhem Mlinie dos Médicos Sem Fronteiras, a solução não pode ser encontrada pelas autoridades duma pequena vila siciliana. Tem de existir uma política europeia para acolher as pessoas.

Actualmente, o arquipélago das Canárias e a ilha de Lampedusa são as principais portas de entrada na Europa da imigração clandestina vinda de África.

O problema tem sido gerido a um nível nacional ao abrigo de acordos bilaterais.

A viagem do ministro francês do Interior ao Mali, na semana passada, é um exemplo desta abordagem
individualista do problema. Nicolas Sarkozy fez aprovar pelo parlamento um projecto-lei que promove a imigração selectiva e reforça os repatriamentos dos ilegais.

A Espanha, ao contrário, regularizou milhares de imigrantes clandestinos e defende uma abordagem global: o denominado Plano África.

Um projecto em teste para a União Europeia que aprovou o envio de forças para patrulhamento das águas territoriais e 15 medidas que prevêm o aumento do fundo de ajuda aos refugiados até 100 milhões de euros por ano.

A vice-presidente do governo de Madrid, Maria Teresa Fernandez de la Vega, explicou ontem em Bruxelas que a imigração é um problema da Europa e que tem de ser resolvido por todos.

O problema vai ser objecto de uma conferência específica na capital marroquina, Rabat, nos próximos dias 10 e 11 de Julho. A coordenação com todos os países envolvidos é fundamental. Basta recordar o sucedido quando as autoridades marroquinas abandonaram no deserto algumas centenas de clandestinos que tinham sido expulsos pelas autoridades espanholas dos territórios de Ceuta e Melilla