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Hamas não cede a pressões de Abbas

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Hamas não cede a pressões de Abbas

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O governo liderado pelo Hamas não cede a pressões do presidente da Autoridade Palestiniana.

Numa medida destinada a apaziguar as tensões com o Fatah, o movimento islâmico retirou hoje das ruas de Gaza a sua força paramilitar. Os confrontos entre as duas facções fizeram dez mortos na última semana. Apesar desta medida, destinada a facilitar o “diálogo nacional”, o primeiro-ministro Ismail Haniyeh afirmou hoje em Gaza que o seu governo não está disposto a fazer concessões políticas, numa clara resposta ao ultimato de Mahmud Abbas. Ontem, no primeiro dia de debate sobre a unidade nacional, Abbas ameaçou convocar um referendo que legitime um Estado palestiniano nas fronteiras de 1967 e reconheça Israel, caso o diálogo entre o Fatah e o Hamas não seja rapidamente restabelecido. Nos territórios palestinianos, a hipótese de uma consulta popular é considerada desnecessária. Um habitante de Gaza afirmava que “as eleições foram há três meses, e foram quase como um referendo”. Acrescentava ainda que uma nova consulta seria “uma perda de tempo” e obteria “o mesmo resultado”. Um residente de Ramallah mostrou esperanças de que as diferentes facções “superem os seus próprios interesses, pensem na Palestina e no povo palestiniano e encontrem soluções que possam ajudar todos e não apenas os próprios partidos.” A maioria das sondagens dos últimos anos mostram um forte apoio da opinião pública por um Estado ao longo das fronteiras de 67.