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Terrorista de Beslan condenado a prisão perpétua

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Terrorista de Beslan condenado a prisão perpétua

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A condenação a uma pena de prisão perpétua não foi suficiente para apaziguar a dor das mães de Beslan. A justiça da Federação Russa considerou o único réu a ser julgado pela tragédia culpado de terrorismo, homicídios e sequestro, entre outros crimes.

De acordo com o presidente do Supremo Tribunal da Ossétia do Norte, Norpachi Koulaïev merecia a pena capital, mas tendo em conta a moratória respeitante à pena de morte em vigor na Rússia, o réu vai passar o resto da vida na prisão. O condenado é o único sobrevivente do comando checheno que tomou de assalto uma escola primária em Beslan. Mas Koulaïev continua a clamar a inocência, afirmando que a sua presença no local também foi forçada. Às portas do tribunal muitas foram as mães de vítimas que discordaram da condenação e manifestaram o seu descontentamento. Uma mulher afirmava que o único veredito possível seria a pena de morte. Contudo as organizações de famílias das vítimas saudaram a condenação. O problema que permanece é que este julgamento não respondeu às suas questões. Muitos familiares acusam as autoridades da Ossétia do Norte e da Federação Russa de tentarem desviar a atenção sobre a sua incompetência com este processo.Por isso esperam agora que os responsáveis federais encarregues da gestão da crise sejam igualmente chamados a responder perante a justiça. A tragédia começou no dia 1 de Setembro de 2004 quando um comando de rebeldes chechenos invadiu a escola primária n1 de Beslan, na Ossétia do Norte, e sequestrou 1.300 pessoas. Ao fim de três dias, o alegado rebentamento acidental de uma granada no interior da escola precipitou o assalto das forças de segurança. 344 civis morreram, dos quais 186 eram crianças.