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Violência em Timor atinge a população civil.

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Violência em Timor atinge a população civil.

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Militares das forças armadas timorenses dispararam ontem sobre 80 polícias desarmados que se tinham rendido e 15 elementos das forças das Nações Unidas.

Um engano que provocou duas dezenas de mortos e cerca de 40 feridos. Os militares terão confundido os polícias com membros das forças rebeldes lideradas pelo major Alfredo Reinado que se encontram nas montanhas em redor de Díli. Mas a violência atinge já a população civil. Ontem uma casa foi incendiada no bairro de Comoro, a cerca de 4 quilómetros do centro da capital. Uma mulher e cinco filhos com idades entre os 3 e os 20 anos morreram carbonizados, os outros 2 filhos conseguiram fugir. Ataques que o embaixador norte-americano em Timor, Josef Rees, lamenta. “Ontem vimos o pior dia da história deste novo país. Esperamos que a situação melhore rapidamente”. A instabilidade no território timorense já levou a que o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono mandasse fechar a fronteira. Numa tentativa de controlar a situação, o presidente Xanana Gusmão chamou a si o controlo da segurança do país e segundo o ministro de estado e negócios estrangeiros, José Ramos Horta, essa decisão já foi comunicada ao corpo diplomático. Em Timor estão já 650 militares australianos de um contingente de 1300 que vão patrulhar a cidade e garantir a segurança nos edifícios governamentais. “Vamos ficar até quando for preciso. Podem ser semanas ou meses. Ficaremos até a paz e a estabilidade regressar a Timor”. Nos próximos dias vão continuar a chegar ao território forças internacionais. Os primeiros 40 elementos do contingente português da GNR partem na próxima quarta-feira para Timor.