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França de luto pela morte de Edouard Michelin

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França de luto pela morte de Edouard Michelin

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A França está profundamente entristecida com a morte de Edouard Michelin. O presidente do “número um mundial de pneus” morreu ontem num naufrágio ao largo da ilha de Sein, na Finisterra, no Oeste de França.

Edouard Michelin pescava com Guillaume Normant, presidente da Associação de pescadores de Audierne. Apenas foi encontrado o corpo do empresário e as causas do naufrágio são um mistério. O mar estava calmo, embora a zona seja perigosa pela corrente, rochas e nevoeiro que se fez sentir de manhã. Edouard Michelin, com 43 anos, substituiu o pai François na chefia da empresa em 1999, depois de ter feito provas no seio do grupo, para o qual entrou com 22 anos. O seu desaparecimento provocou reacções da mais alta esfera política francesa, a começar pelo presidente Chirac que recorda o homem empenhado com a sua empresa. Laurence Parisot, presidente da Associação de industriais franceses, diz estar profundamente emocionada e a associa-se à dor dos pais, esposa e filhos. Garante que a França perdeu um grande empresário, que poderia fazer muito pela sua empresa mas também pela economia do país. Pai de seis filhos, Edouard Michelin era um homem discreto e a história da família e do grupo Michelin estão ligadas à história industrial de França e sobretudo, à cidade de Clermont-Ferrand. A notícia chocou os trabalhadores. Um diz que ainda não acredita na sua morte e outro recorda o que considera ser “um verdadeiro patrão”. O grupo Michelin, que publica o reputado guia gastronómico, emprega 130 mil trabalhadores, é o “número um dos pneus” com um quinto do mercado mundial. Os comandos do gigante estarão agora nas mãos de Michel Rollier.