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Italianos regressam às urnas para eleições autárquicas

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Italianos regressam às urnas para eleições autárquicas

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Silvio Berlusconi procura a vingança nas eleições de hoje e amanhã. Perto de 20 milhões de italianos são chamados a eleger os presidentes de câmara de 1200 localidades, sobretudo Turim, Milão, Roma e Nápoles; as administrações de oito províncias e o governo da região da Sicília.

O primeiro-ministro italiano deslocou-se à Sicília para apoiar Rita Borsellino, irmã de um juiz anti-máfia assassinado em 1992. A candidata da esquerda concorre para a chefia da região contra Salvatore Cuffaro, da direita e investigado por apoio a mafiosos. Romano Prodi recusa falar de um teste poucos dias depois de ter chegado ao poder. A ideia de vingança foi fomentada por Silvio Berlusconi, que luta por postos de conselheiro municipal em Milão e em Nápoles e que na campanha incentivou os eleitores a lançarem um aviso de expulsão à esquerda. Berlusconi conta com Letizia Moratti, a sua ex-ministra da Educação, para manter a câmara de Milão, a única das quatro grandes cidades do país nas mãos da direita. Se for necessário, nas localidades mais importantes, está prevista uma segunda volta em meados de Junho.