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Exército israelita e Hamas dificultam retomar do processo de paz

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Exército israelita e Hamas dificultam retomar do processo de paz

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Israel continua a patrulhar a faixa de Gaza, nove meses depois da retirada militar da região. A afirmação foi feita ontem por um porta-voz do exército hebraico, após um raide israelita no norte da região ter visado quatro militantes da Jihad islâmica, no momento em que estes se preparariam para lançar um míssil contra alvos israelitas.

A acção do Tsahal saldou-se na morte dos quatro combatentes. Nove civis ficaram feridos, entre os quais três jornalistas e dois enfermeiros de uma ambulância que acorreu ao local. Uma unidade da infantaria israelita e um helicóptero, presentes no sector do ataque, em Beit Lahya, participaram na acção, envolvendo-se pela primeira vez desde a retirada militar num confronto armado directo com os militantes palestinianos. Horas depois, dois membros das brigadas dos mártires de Al-Aqsa, movimento próximo do partido Fatah, e um membro das brigadas Al-Qods, braço armado da Jihad Islâmica, eram abatidos pelo exército israelita no norte da Cisjordânia. As três acções ocorrem num momento em que os palestinianos se mantêm divididos sobre o retomar do processo de paz. O governo do Hamas rejeitou ontem a proposta do presidente Mahmoud Abbas de reiniciar o diálogo com Israel, opondo-se também à realização do referendo sobre o tema que Abbas agendara para Julho. O ministro dos Negócios Estrangeiros e figura cimeira do Hamas, Mahmoud al-Zaharafirmou ontem, que “ninguém irá reconhecer Israel. Não há necessidade de um referendo”, sublinhando, “não temos medo de um referendo, mas seria uma perda de tempo e de dinheiro”. As declarações sublinham a fractura entre o partido Fatah do presidente Mahmoud Abbas e o partido Hamas, no governo, que, agravada pelas acções do Tsahal,afasta os palestinianos de um consenso relativamente ao processo de paz. No plano político israelita, o primeiro-ministro Ehud Olmert, renovou no entanto o seu compromisso de evacuar 24 colonatos da Cisjordânia na próximassemanas. Olmert anunciou que vai dar prioridade às instalações cujos habitantes estejam envolvidos em ataques contra palestinianos.