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Oposição liberal chega ao poder

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Oposição liberal chega ao poder

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Mirek Topolanek, líder do Partido Democrático Cívico, é o novo primeiro-ministro eleito nas legislativas checas, que decorreram sexta-feira e sábado de manhã. Da campanha eleitoral ficam as promessas de redução de impostos e criação de uma taxa fixa de 15%. Topolanek pretende também privatizar o sector público e instituir uma política económica liberal.

Jiri Paroubeck, actual primeiro-ministro, é o grande derrotado. O seu partido estava no poder há oito anos, embora só tenha tomado posse em Abril de 2005.No seu Governo, Paroubeck fez uma coligação com os comunistas, partido que estava arredado do poder na República Checa desde a Revolução de Veludo, em 1989. Nestas eleições, os comunistas são a terceira força mais votada. De acordo com os últimos resultados, com 95% dos votos contados, o Partido Democrático Cívico obtém, para já, 35,2% dos votos contra os 24,5 das legislativas de 2002. Os sociais-democratas, até agora no poder, sobem a votação relativamente a 2002: de 30,2% para 32,5%. O Partido Comunista desce de 18% conseguidos em 2002 para 12,9%. Os democratas-cristãos têm para já 6.2% (mais 4% que em 2002) e os Verdes sobem de 2,4 para 6,2%. Assim, os principais partidos com assento parlamentar são, respectivamente, o Partido Democrático Cívico, o Partido Social-Democrata, o Partido Comunista, os democratas-cristãos e os Verdes que conseguem, pela primeira vez, eleger deputados para o Parlamento. O país, com cerca de 10 milhões de habitantes, rege-se por uma democracia parlamentar, com duas câmaras eleitas por quatro anos. O Presidente, com poderes limitados, é eleito pelo Parlamento. O actual chefe de Estado foi o anterior líder do partido vencedor.