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Palestina em contagem decrescente

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Palestina em contagem decrescente

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Aproxima-se a hora da verdade para um Hamas renitente. O ultimato lançado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) termina hoje à meia-noite (22 horas em Lisboa).

Mas numa última demonstração de força contra Mahmud Abbas, activistas do movimento islâmico ocuparam instalações da Televisão Palestiniana na Faixa de Gaza, destruíndo a tiro equipamento e antenas de transmissão e agredindo dois funcionários. Os homens acusavam a televisão de favorecer o Fatah de Abbas. O Hamas negou a implicação do movimento no ataque. O executivo de Ismail Haniyeh não está disposto a ceder às ameaças de Abbas. Ontem, o primeiro-ministro palestiniano afirmou que “a lei local não permite realizar referendos sobre a lei palestiniana e a lei internacional”. O presidente da ANP deu até ao fim desta segunda-feira para que o Hamas aceite um documento realizado por palestinianos de diferentes facções detidos em Israel que, entre outros pontos, reconhece implicitamente o Estado judaico (algo que o Hamas rejeita). Abbas disse que “prosseguem as conversações e que espera que o plano dos prisioneiros seja aceite. Nesse caso, não será necessário um referendo”. Na falta de acordo, Abbas pretende submeter o texto a uma consulta popular, dentro de 40 dias. Mas o Hamas pretende prolongar o diálogo. Numa demonstração de apoio ao presidente da ANP, membros das Brigadas de Al-Aqsa procederam esta manhã a uma cerimónia de graduação em Gaza. Durante a manhã, bancos da Cisjordânia a da Faixa de Gaza pagaram a 40 mil funcionários palestinianos (aqueles com salários inferiores a 255 euros) um mês de vencimento. Uma medida do governo para aliviar a crise económica e aumentar a sua popularidade.