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Faltou eficácia aos serviços de emergência, nos atentados do ano passado

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Faltou eficácia aos serviços de emergência, nos atentados do ano passado

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Descoordenação entre a polícia, os bombeiros e as equipas médicas, difculdades de comunicação nas estações de metro, falta de capacidade logística dos hospitais: foram algumas das conclusões do relatório preliminar divulgado ontem, pela comissão encarregue de verificar a resposta das autoridades e serviços de socorro aos atentados de Londres, o ano passado.

O comentário de Ken Knight, da equipa de Bombeiros de Londres, ao documento, é o de que “Não creio que as vítimas não tenham sido apoiadas. Penso até que salvámos tantas vidas quantas as ceifadas pelos 4 bombistas suicidas” Lê-se no relatório que muitos feridos tentaram socorrer-se a si proprios… e só um quarto das 4 mil pessoas apanhadas nas explosões prestou declarações à polícia; e teve, consequentemente, apoio psicológico. A primeira ambulância chegou ao local 40 minutos depois da primeira chamada da polícia que, na altura, solicitou todos os meios disponíveis para um túnel, onde havia 200 pessoas feridas com gravidade. O comissário Allan Brown, também envolvido na resposta aos acontecimentos do ano passado, realça os protocolos que já foram estabelecidos para que, em caso de situação idêntica, as comunicações sejam mais eficazes. Morreram 56 pessoas e 700 ficaram feridas, nos atentados de 7 de Julho na capital britânica. Na sequência desses acontecimentos, o autarca de Londres louvou na altura a “eficácia quase perfeita” dos serviços de socorro. Já em 1987, na sequência de um grande incêndio em King’s Cross, as mesmas conclusões de ineficácia tinham sido tiradas.