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Timorenses pedem demissão de Alkatiri

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Timorenses pedem demissão de Alkatiri

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Díli foi palco de um manifestação de cerca de dois milhares de pessoas, que depois de terem dado garantias de que o protesto era pacífico, receberam autorização para se dirigirem ao palácio presidencial.

Xanana Gusmão acolheu os manifestantes e recebeu uma petição para que o parlamento seja dissolvido e que o executivo de Mari Alkatiri seja demitido, cabendo a um governo de transição a administração do território. Xanana Gusmão apelou à calma e referiu que o objectivo imediato é acabar com a violência perpetrada por grupos de civis armados. Os manifestantes cumpriram e abandonaram a zona do Palácio das Cinzas no centro de Díli. Mas no documento entregue ao Presidente está expresso, que se o primeiro-ministro não for demitido, as acções governativas e parlamentares serão boicotadas. A petição foi entregue pelo major Alves Tara, que anunciou que vai “seguir as instruções de Xanana, para que a situação no terreno fique normalizada, antes de voltarem à carga com os pedidos de demissão de Alkatiri.” Também esta terça-feira, antes da manifestação, um armazém das Nações Unidas foi pilhado de forma tranquila. As autoridades de Timor estão obrigadas a gerir a situação com cautela. De acordo com o jornal australiano Sidney Morning Herald, citando uma fonte anónima, mais de metade das armas da polícia e quase todas as munições desapareceram na sequência das divisões na estrutura daquela força. A confirmar-se esta informação, Timor-Leste será mesmo um barril de pólvora, cujo rastilho foi impedido de arder pelas forças internacionais.