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Manifestantes contuniam a impedir presença de americanos

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Manifestantes contuniam a impedir presença de americanos

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Os manifestantes, maioritariamente reformados, mantêm-se no porto de Feodósia; para impedir o desembarque de material de guerra americano, no âmbito de um exercício militar conjunto da NATO marcado para meados de Junho.

O parlamento regional, pró-russo, está do lado da população e condenou a iniciativa presidencial. No entanto, Yushchenco menoriza a questão: “A decisão do parlamento é política e, por isso, não vai alterar as relações da Ucrânia com a NATO”. Cerca de 200 militares americanos aguardam, numa estância do Ministério da Defesa, que a situação acalme para poderem descarregar material, necessário para remodelar um espaço usado nos exercícios militares da NATO. Na segunda-feira, o Parlamento regional da Crimeia votou uma directiva que proíbe a presença de membros da NATO na região (por 61 votos a favor e nenhumcontra; para além de algumas abestenções). O mesmo voto já tinha sido aprovado noutros pequenos distritos e cidades da península, onde a Rússia tem estacionada a frota do Mar Negro. Um deputado do Parlamento da Crimeia afirma estar convencido de que as autoridades militares e a presidência ucraniana violaram a Constituição, por deixarem tropas estrangeiras entrar em território ucraniano, sem ninguém lhes dar esse direito. As autoridades de Kiev e dos Estados Unidos já desmentiram que se trate de uma ocupação da NATO e acusam os serviços secretos russos de estar por detrás das manifestações. Enquanto esperam a resolução da crise, os 200 militares americanos propuseram-se a fazer um espaço desportivo perto de uma escola local e iniciaram lições de russo.