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Protestos anti-NATO ensombram processo de adesão da Ucrânia

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Protestos anti-NATO ensombram processo de adesão da Ucrânia

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Os protestos contra a NATO na Crimeia ameaçam as pretensões do presidente Victor Yushenko de colocar a Ucrânia no seio da Aliança Atlântica. Um objectivo estabelecido apesar da oposição de grande parte da população. Ontem, seguindo vários conselhos municipais da península, o Parlamento da República Autónoma ucraniana da Crimeia aprovou uma moção que declara a Crimeia “território livre da NATO”.

O presidente Viktor Yushenko reagiu de imediato relativizando esta posição: “Trata-se apenas de um
voto político e não mudará a linha de relacionamento entre a Ucrânia e a NATO”.

A polémica estalou na semana passada com o desembarque de uma centena de soldados norte-americanos na peninsula da Crimeia, encarregues de preparar o exercício militar conjunto “Brisa Marítima 2006”. Sexta-feira, os manifestantes conseguiram mesmo expulsar os marines da localidade de Alushta, obrigando à sua transferência para o porto de Feodósia.

Este exercício naval conjunto, organizado pelos Estados Unidos e Ucrânia, e aberto a outros países aliados e parceiros, realiza-se anualmente no Mar Negro desde 1997. Este ano, deveria ter lugar entre Junho e Agosto com a participação de 17 países e a Rússia na qualidade de observador.

A polémica deste ano tem como pano de fundo as recentes eleições legislativas ucranianas que evidenciaram a grande divisão do país entre pró-ocidentais e pró-russos. Estes últimos maioritários na Crimeia – onde mais de metade da população é russófona – e cujo porto de Sebastopole continua a ser uma importante base da frota russa do Mar Negro.