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Morte de Zarqawi não vai deter estratégia sectarista

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Morte de Zarqawi não vai deter estratégia sectarista

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Atentados como o que em Novembro de 2005 matou 60 pessoas e feriu centenas de hóspedes em três hoteis da Jordânia, ou a difusão de imagens que mostravam a execução de reféns, tornaram-se a marca registada de Abu Musab al-Zarkawi.

O homem mais procurado pelos Estados Unidos no Iraque depressa ganhou uma reputação sangrenta, mas que obedecia a uma estratégia bem definida, como explica Michael Clarke, professor do King’s College de Londres: “Zarqawi era impiedoso e algumas pessoas pensavam que ele era um psicopata mas ele não era. Ele tinha uma estratégia muito clara para criar uma violência sectária no Iraque, para torná-lo ingovernável. Para que os sunitas conseguissem eliminar os xiitas do Iraque”. Em 2003 um carro armadilhado tirou a vida a cerca de 80 pessoas na cidade santa de Najaf junto a um dos locais mais sagrados dos xiitas muçulmanos. O atentado provocou ainda cerca de 100 feridos. Clarke afirma que “com Zarqawi morto, morreu um dos grandes engenheiros da violência sectária no Iraque, mas devo dizer que penso que o sectarismo está agora tão profundamente infiltrado na sociedade que vai ser difícil que não continue”. A confirmar as palavras de Clarke, apenas uma hora depois do anúncio da morte de al Zarqawi, uma bomba explodia num mercado da zona Sul de Bagdade, provocando 32 mortos e dezenas de feridos.