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Praias europeias com qualidade

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Praias europeias com qualidade

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O resultado dos exames efectuados à qualidade da água das zonas balneares europeias é francamente satisfatória. O relatório foi apresentado, esta sexta-feira, em Bruxelas e, a pequena quebra registada na qualidade da água deve-se ao facto de, pela primeira vez, os exames terem abrangidos quatro dos mais recentes membros da União.

Em 2005, foram atribuídas bandeiras azuis a 96,1 por cento dos locais inspeccionados. No ano anterior, essa percentagem tinha sido ligeiramente superior: 96,7 por cento.

No total, foram analisadas as águas de 20.914 praias, sendo mais de 14 mil marítimas.

Stravos Dimas, o Comissário Europeu do ambiente, disse mesmo que a situação é encorajadora. Mas recusou qualquer possibilidade de falsificação de resultados.

“Os países podem fazer o exame de locais que estão fora da lista das praias de banho.Por exemplo, locais pouco frequentados. Mas a directiva europeia não permite que, com isso, se pretenda unicamente evitar as operações de tratamento de águas. Se o fizessem os resultados gerais melhoravam, mas não seria um retrato verdadeiro”, disse.

A Itália tem a pior situação, com mais de 500 praias interditas, metade das quais, na costa marítima.

Portugal não tem um único local de banhos interdito. Foram inspeccionadas 414 praias marítimas portuguesas e 73 fluviais. Todas reunem as qualidades exigidas.

Mas Portugal é suspeito de ter retirado praias da lista, para evitar maus resultados, expediente em que não está sozinho. França, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda Espanha e Suécia são outros estados que fizeram desaparecer, misteriosamente, 7000 praias.