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Ehud Olmert pede desculpa pelo massacre de sexta-feira na Faixa de Gaza

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Ehud Olmert pede desculpa pelo massacre de sexta-feira na Faixa de Gaza

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Depois do exército israelita e do ministro da Defesa foi a vez do primeiro-ministro Ehud Olmert pedir desculpa pelo massacre de sexta-feira numa praia da Faixa de Gaza.

Foi ordenada uma investigação para apurar o que se passou. Testemunhas garantem que o exército bombardeou a praia onde estariam apenas civis. Esta manhã, Ehud Olmert, disse que tinha sido “um fim-de-semana com acontecimentos particularmente difíceis na Faixa de Gaza”. Ainda não sabe o que se passou, mas uma coisa é certa: “Sete pessoas da mesma família foram mortos. E nós lamentamos a morte dos civis inocentes”. Ao mesmo tempo que estas declarações foram proferidas, novo ataque do exército em território palestiniano. Três pessoas morreram, quatro ficaram feridas em dois raides aéreos consecutivos, também na Faixa de Gaza, alegadamente depois de alguns palestinianos terem disparado rockets contra Israel. Logo a seguir ao massacre de sexta-feira, o chefe de governo e também líder do Hamas, anunciou romper as tréguas que já duravam há um ano. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, que precisa de apoio para o referendo que quer fazer a 26 de Julho sobre a constituição de Estado palestiniano, não hesitou em aparecer ao lado da criança que perdeu a família no bombardeamento da praia. A situação está obviamente a ser usada com fins políticos, numa altura em que o presidente precisa de apoios para o referendo que reconhece o Estado israelita, em que o primeiro-ministro vê os fundos internacionais cortados, perante uma população que está dividida e a começar a estar desesperada.