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Fim da trégua do Hamas face a Israel

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Fim da trégua do Hamas face a Israel

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O dia de domingo foi agitado no Médio Oriente. Aos rockets disparados pelo braço armado do Hamas sucederam-se os raides israelitas sobre a Faixa de Gaza.

Na cidade israelita de Sdérot, o pânico tomou conta da população, alvo dos disparos do lado palestiniano. Um civil ficou gravemente ferido. A insegurança levou dezenas de habitantes a iniciar uma greve de fome para reivindicar maior protecção por parte do governo. Israel ripostou com vários raides aéreos e disparos de mísseis. Num deles dois militantes do braço armado do Hamas morreram. Um carro foi destruído na Faixa de Gaza mas, aparentemente, o alvo não terá sido atingido. Em Telavive, depois do exército israelita e do ministro da Defesa, foi a vez do primeiro-ministro Ehud OLmert pedir desculpa pelo massacre de sexta-feira numa praia da Faixa de Gaza. Foi ordenada uma investigação para apurar o que se passou. Testemunhas garantem que o exército bombardeou a praia onde estariam apenas civis. Ehud Olmert ainda não sabe o que se passou mas uma coisa é certa, admitiu, “sete pessoas na mesma família foram mortas. E nós lamentamos a morte dos civis inocentes”, disse. Logo a seguir ao massacre de sexta-feira, o chefe de governo e também líder do Hamas anunciou romper as tréguas que já duravam há mais de um ano. E acentua o braço-de-ferro com a Autoridade Palestiniana sobre o referendo de 26 de Julho,que reconhece implicitamente o Estado de Israel. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, que precisa de apoio para avançar com o referendo, não hesitou em comparecer ao lado da criança que perdeu a família no bombardeamento da praia. A situação está, obviamente, a ser usada com fins políticos, numa altura em que o presidente precisa de apoios para o referendo que reconhece o Estado israelita, em que o primeiro-ministro vê os fundos internacionais cortados, perante uma população que está dividida e começa a desesperar.