Última hora

Última hora

Balanço negativo

Em leitura:

Balanço negativo

Tamanho do texto Aa Aa

Os estragos são visíveis, após uma noite violenta na Faixa de Gaza, com ataques da Al-Aqsa, braço armado da Fatah, contra os edifícios do Conselho de ministros e Parlamento palestiniano. Os confrontos entre palestinianos, até agora limitados a Gaza, também já se estenderam à Cisjordânia.

O porta-voz do Parlamento lamenta os actos de violência de segunda-feira, que considera serem contra a natureza e as tradições do povo palestiniano. O espectro da guerra civil começa a pairar e, do lado da Fatah e do Hamas, os comentários são os mesmos: ontem foi-se longe demais. O ministro do Turismo é a primeira baixa no Governo de Haiek: Judeh Murkus demite-se por causa dos confrontos. Hanna Ashrawi, deputada independente, lembra que, assim, a comunidade internacional não vai ajudar os territórios e o antigo primeiro-ministro, Ahmed Qrie, considera que apenas o diálogo pode travar a onda de violência, pois as duas formações políticas estão a passar uma má imagem para dentro e fora das fronteiras palestinianas. A violência entre apoiantes do Governo e apoiantes da Fatah voltou ao seu máximo, depois do presidente Mahmoud Abbas ter marcado o referendo sobre a “proposta dos prisioneiros” para 26 de Julho. O Governo não aceita o documento, que prevê a instauração de um estado palestiniano independente e o reconhecimento implícito do Estado de Israel. É nesse sentido que chegam os apelos de Moscovo, que pede que às duas partes que se concentrem apenas na formação do Estado.