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Fusão GDF-Suez divide classe política francesa

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Fusão GDF-Suez divide classe política francesa

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O projecto de fusão entre o grupo semi-estatal francês Gaz de France e a energética
Suez está a semear a confusão no meio político francês. A maioria dos deputados do partido que apoia o governo, a UMP, está alegadamente contra o negócio promovido pelo próprio primeiro-ministro, Dominique de Villepin.

A Assembleia Nacional começa esta quarta-feira a apreciar o projecto, que foi desenhado como uma tentativa de bloquear a compra da Suez por parte da italiana Enel.

O ministro da Indústria, François Loos, não afasta um entendimento com a Enel, como explicou durante uma visita à redacção da EuroNews, em Lyon: “A Gaz de France é uma empresa maioritariamente pública – já a Enel é um parceiro interessante da EDF (Electricité de France). A Enel é um grande produtor de electricidade, que trabalha muito com a nossa principal empresa do sector, que é a EDF. Mas, por enquanto, só sabemos aquilo que vem na imprensa”.

A Suez é uma empresa francesa que tem na Bélgica o principal activo: a energética Electrabel.

O grupo é cobiçado pela Enel e, para impedir isso, o governo francês arquitectou esta fusão com a companhia nacional de gás. Dominique de Villepin diz que só assim a GDF terá força suficiente para negociar com grandes grupos produtores, como é o caso do russo Gazprom, que produz um quarto das importações francesas de gás.