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Violência provoca primeira baixa no executivo do Hamas

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Violência provoca primeira baixa no executivo do Hamas

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A guerra entre o Hamas e o Fatah de Mahmoud Abbas resultou no incêndio de gabinetes governamentais e parlamentares na Cisjordânia e Faixa de Gaza, onde houve a registar dois mortos e sete feridos, dos quais três crianças. O ministro do Turismo palestiniano, Judeh Murqos, apresentou a sua demissão do governo devido à espiral de violência nos territórios. Murqos, natural de Belém, era o único cristão no executivo dos islamitas que venceram as legislativas palestinianas de 25 de Janeiro. Esta é a primeira baixa da equipa do primeiro-ministro Ismail Haniye. O deputado do Hamas Khalil al-Rabai, foi raptado com outro parlamentar por elementos encapuzados em Ramalah, na Cisjordânia, e libertado horas depois, este é um dos exemplos do caos que se vive nos territórios.A tensão entre as forças aliadas do presidente da ANP e as do primeiro-ministro surge depois de Abbas marcar para 26 de Julho um referendo sobre a criação de um Estado palestiniano e o reconhecimento de Israel como Estado.

O Hamas quer a destruição de Israel e afirma que o referendo marcado pelo presidente é ilegal e não está previsto na constituição. Nas ruas os radicais islâmicos parece terem a vantagem. Milhares de palestinianos manifestaram-se contra a posição do Presidente da Autoridade Palestiniana e em defesa do governo dos radicais islâmicos. Abbas colocou as forças de segurança em alerta máximo na Faixa de Gaza.